Informe seu e-mail e receba conteúdo exclusivo sobre marketing:

O making of da campanha do Dia do Baralho 2016

Em fevereiro de 2016 começamos a conversar com a Copag sobre como seria o Dia do Baralho desse ano. Em 2013 tivemos o insight de criar a data e produzimos o primeiro webdocumentário sobre o tema. Em 2014, junto com a Copag, criamos uma narrativa que começou na web e acabou numa grande festa. Em 2015 criamos uma ação memorável na Rua 25 de Março em São Paulo, que representa um excelente canal de vendas para a marca.

Em 2016 o desafio era grande, tendo como premissa unir branding com ação de PDV em três diferentes estados. Nós sabíamos que deveríamos conectar os mercados de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. E num Brasil tão diverso, apenas uma bela história poderia fazer isso.

Lembramos de uma que vivemos ao final de 2015, quando fizemos uma filmagem para um cliente líder no segmento de açaí. Na região amazônica, depois de 5 horas de vôo, 3 horas de carro e 1 hora de barco, chegamos até a nossa locação.

Casa de uma família ribeirinha

A casa de uma família ribeirinha, que vive da coleta de açaí, nos presenteou com um daqueles momentos em que pensamos: “Não é possível tanta coincidência”. No chão da simples casa, havia uma porção de baralhos espalhados, parecendo que alguém tinha acabado de jogar.

Olhamos de perto e era ele: nosso querido Copag 139 também estava presente naquela casa.

Carta de baralho encontrado, seria coincidência?

Numa região muito simples do Brasil, as pessoas vivem como há 60 anos. Sem infraestrutura básica, sem saneamento, com parca energia elétrica, sem internet ou smartphones. Sem sequer uma cama nas casas. A maioria dessas pessoas ainda dorme em redes, tais como os índios donos da terra.

No meio daquele lugar improvável encontramos o Copag 139. Um lembrete de todos os momentos felizes que aconteceram naquela residência.

O 139 realmente está espalhado por todo o Brasil. E cada maço de 139 é uma caixinha de histórias.

Não havia melhor inspiração do que essa. Trabalhando para um cliente, voltamos carregados de inspiração para outro.

Algumas percepções que tivemos na época:

  • O 139 faz realmente parte da vida do brasileiro, não importando sua origem, classe social ou região onde mora. Faz parte do nosso imaginário há mais de uma década.
  • O Brasil real e seus diversos jogos vão muito além do que conhecemos.
  • Numa casa sem saneamento básico pode não chegar uma estrutura mínima. Mas a diversão sempre chega antes.
    A Copag leva diversão para todos os cantos do país, na prática.

Alguns meses se passaram entre esse achado e a estruturação da campanha. A certeza que tínhamos até então era que precisaríamos interligar as regiões do país.

Mas, mais profundo que isso, nós acreditávamos que assim como aconteceu conosco, seria mágico se todos pudessem descobrir o Brasil através do baralho. Ele nos tira da palafita ou da cobertura em Ipanema e nos une como uma grande família em volta da mesa, vivenciando a única felicidade possível, que é a felicidade compartilhada.

O 139 está na caixinha onde moram as nossas lembranças.

O baralho é uma ferramenta de conexão, em que construímos histórias juntos, nossas memórias afetivas. Quando lembramos de um jogo de baralho, automaticamente lembramos do contexto, pessoas, cores, cheiros, risadas, momentos. Um maço de baralho 139 é uma caixinha onde moram nossas lembranças. E essas caixinhas estão espalhadas por todo o país.

Levamos até a Copag a ideia de uma verdadeira caravana do 139. Uma produtora de conteúdo sob rodas, numa jornada de Santos até Recife, passando por sete estados brasileiros.

Nosso ônibus adesivo para mais essa ação da Copag no Dia do Baralho

Essa viagem seria um grande instrumento para coletarmos o maior número possível de histórias ao longo dos mais de 3000 quilômetros de estrada pelos quais passaríamos. Apesar de em vários momentos termos sido positivamente surpreendidos, fizemos um amplo trabalho de planejamento para a definição do roteiro e encontro das histórias.

As histórias definiram nosso roteiro. E em alguns casos, o roteiro nos fez encontrar histórias maravilhosas.

Após uma série de mudanças, escolhemos as seguintes cidades como pontos de coletas de histórias:

Santos foi nosso ponto de partida e parece meio óbvio que o ônibus partisse do litoral paulista. Afinal é onde fica a sede da Mkt Virtual. Mas esse não era o plano inicial.

O roteiro original partiria de São Paulo, capital. Mas acabamos encontrando uma história incrível em Santos que valeria muito ser filmada. Contaremos a seguir como essa história chegou até nós.

A escolha dos influenciadores digitais

Já seguros de que a ideia seria viável, passamos a analisar possibilidades que viessem a somar na campanha. E entendendo a necessidade da Copag de cada vez mais criar aproximação com o público 25-, buscamos influenciadores digitais que representassem esse jovem-ponte: aquele que circula em vários ambientes sociais, que desbrava o mundo e é extremamente conectado.

Em pesquisas anteriores, o nome do Felipe Pacheco já estava em nosso radar. Felipe é colecionador de baralhos, sempre produziu conteúdo interessante e é nômade digital desde 2013. Junto com sua namorada Débora Corrano criou o blog Pequenos Monstros, em que ambos contam um pouco sobre como é trabalhar enquanto viajam o mundo.

Depois de avaliarmos outros possíveis nomes, enxergamos muita sinergia dos Pequenos Monstros com o projeto inicial. Avaliamos datas, contactamos os dois e tudo se encaixou. Felipe e Débora teriam o papel de gerar conteúdo e serem pontes entre os personagens locais e suas histórias.

Filmagem na rua das Pedras em Búzios, RJ

A saída

Malas feitas e uma verdadeira operação de guerra montada. A bordo do ônibus, o time da Mkt Virtual e dois motoristas, além de Felipe e Débora. O parceiro escolhido para realizar a viagem foi a Style Bus e a escolha não poderia ter sido melhor.

Caetano e Vidal, os dois motoristas, foram muito parceiros em toda a jornada e ofereceram conforto, tranquilidade e segurança para nossa equipe.

Na nossa base, contamos com uma equipe que fazia confirmações e correções de rota, além do time de editores ávidos por receberem os materiais captados. Como a data de estreia era próxima da viagem, trabalhamos com um cronograma estreito de edição.

O caminho

Conhecer um pouco mais do Brasil foi realmente um dos grandes presentes desse projeto. De cartões postais conhecidos como as capitais litorâneas brasileiras, à especial São Mateus no interior do Espírito Santo. Em todas as cidades conhecemos personagens cheios de grandeza em sua vida interior.

Os amigos criadores do jogo Dama Casamenteira, que jogam até hoje um jogo inventado por eles na época da escola. E essa história mega especial aqui de Santos chegou até nós de uma forma super especial: através dos Pequenos Monstros.

Amigos joggando o Dama Casamenteira, diversão garantida!

Em São Paulo, Os irmãos Vini e Vitão Marques, o mágico Topete, Dona Noêmia, Isaac. Quatro histórias paulistanas cheias de beleza.

dia-do-baralh-2016-historias-1

No Rio de Janeiro, Bruno e sua mãe nos encantaram com seus sorrisos. E o pessoal do Encantado, cheios de tradição jogando juntos todos os dias.

dia-do-baralh-2016-historias-100

Em Búzios, Tácio, Marcos e Nico nos receberam. Nico nos ensinou um jogo que virou mania nas longas horas de estrada.

dia-do-baralh-2016-historias-10

Já em São Mateus, uma história que valeu uma vida. Dona Antônia chegou tocando pandeiro e fez todo mundo dançar. Graças a ela, conhecemos a Baby e as histórias da Dona Rosa.

Dona Antônia que chegou tocando pandeiro e fez todo mundo dançar!

Em Porto Seguro, na metade do caminho e um ponto de parada que era para descansarmos, nada feito. Foi lá que descobrimos que o Vidal, motorista do nosso ônibus conhecia um jogo inédito para todos nós. E ali, numa vila de pescadores, conhecemos seus maiores sonhos: ensinar béstia para o neto e se dedicar à pesca quando se aposentar.

dia-do-baralho-2016-historias-4

Partindo para Salvador, lá fomos nós conhecer o Fábio e o Ivan. O Fábio já estava no nosso radar por conta do seu projeto Baralho Urbano. Coincidentemente, o Baralho Urbano traz exatamente a mesma essência da carta que encontramos lá em Belém do Pará. E esse dia foi tão cheio de aventura que Ivan e Fábio se conheceram e acabamos nosso dia de gravação tomando uma cerveja no Pelourinho.

dia-do-baralh-2016-historias-1000

Nessa noite partimos para Recife e ao chegar lá conhecemos a história do Teodoro. E também fechamos nossa jornada num local encantador: a oficina Francisco Brennand.

Alguns momentos nesse Brasilzão

O resultado de toda essa aventura você confere no YouTube da Copag. Ou, se preferir dá o play aí embaixo.

Definitivamente o baralho não é apenas um jogo. É um instrumento de inspiração real, com conhecidos e desconhecidos Brasil e mundo afora. O baralho é uma desculpa para estarmos juntos.

Continue lendo