As expectativas para um evento vêm sempre em pares:

  • Networking e as perguntas ao final
  • Conhecimento novo e solução de possíveis problemas
  • Brindes e coffee break (lógico)

Você pode combiná-las e acumulá-las do jeito que preferir. Para o Share 2015, eu e Viviane, Juliana, Raony e Luane tínhamos perguntas na manga, processos que estavam “entalados” e a presença da one and only Julia Petit.

O dia seria preenchido com palestras de temáticas variadas, cases bacanas e gente que sabe do que está falando – além de euforia pré-Petiscos e um coffee break super apetitoso.

A expectativa nem sempre é a mãe da decepção, e logo na primeira palestra vi que o evento teria um tom diferente do que eu esperava: Larissa Magrisso, da W3Haus, falou sobre a aplicação do Real Time Marketing em alguns cases dos quais ela participou e como plantões e monitoramentos pessoais não precisam – ou melhor, não devem – ser mirados em mecânicas e números extravagantes, mas principalmente na atenção às minúcias. Em uma ação personalizada para o Dia dos Namorados de Sonho de Valsa, o Plantão do Amor entregou pedidos personalizados:

Rodrigo Guima, do Ben and Jerry’s, também confirmou isso quando apresentou arte como kpi com o projeto #aquibateumcoracao:

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A luz do datashow já se transportava para o fim do túnel.

E assim o sábado seguiu. Sempre tem espaço pra mais conhecimento e pão de queijo – e para o conforto também. Carlos Alberto, da Globo, veio falar pra gente sobre a presença do plim-plim nas redes sociais, que se resume em: interatividade, afeto e identificação. Nos entreolhamos com uma cara de “ué?!” seguida por um alívio coletivo: apesar de saber que social media não é receita de bolo, pelo menos a massa já estava garantida.

Pessoalmente, a melhor hora do dia foi a que eu menos esperava – o alerta geração Y começou a piscar quando eu vi que a próxima palestra seria a da BandNews FM: Rádio… Na internet. Nas redes sociais. Um case de sucesso. Como assim? Mas como teoria tem de graça na internet, me aquietei na cadeira pra ver a prática.

O próprio Bruno Venditti abriu sua meia hora dizendo que talvez não era o conteúdo que nós esperávamos, mas prosseguiu. E surpreendeu. Mostrando mais uma vez que a massa do bolo social media tem os três ingredientes-chave dali de cima, mostrou como a BandNews FM está atravessando o tempo de forma clara, divertida, relevante e abrangente. Abrangente porque em um meio cujo target é mais velho, ninguém espera ver Boechat de lingerie…

… ou ver a própria rádio se deleitando quando uma ouvinte fiel diz que abaixa o volume quando o Boechat começa a falar “bobagem”:

Logo depois do papo descontraído com o Venditti, a gente colocou um pouco mais o pé no chão e se aprofundou nos novos conceitos de web, com a palestra do diretor de criação da Agência África, Ale Prado. Além de apresentar alguns cases e roteiros de produção que eles já fizeram, ele fez uma analogia interessante e conjugou o verbo Tube: I cam, You Air, He shares, They Skip.

Pra fechar o dia, era hora da Julia. Parece que fizeram de propósito. Eu só tinha assistido a vídeos tutoriais de maquiagem, mas como nem me ligo nisso, queria saber qual era o segredo dela para permear a internet por tanto tempo já.

E foi nessa hora que eu engasguei: foi a primeira vez que ouvi alguém se dizer categoricamente contra a mídia paga no Facebook. Oi? Sem ao menos hesitar em dizer aquilo, ainda disse que o Mark é milionário, e que o mais importante de tudo é conteúdo, é ouvir o que o público quer e falar com ele. Ou seja: a mesma tríade de ingredientes, só que sovados pra valer, virando um pão fresquinho saído do forno. Não precisa correr pra buscar a cereja do bolo – vá comprar fermento.

Resumo do dia: compartilharam o pão de maneira tão generosa e prática que nem precisamos de um segundo coffee break. 🙂